Aluguel por temporada ou contrato tradicional: qual pode render mais?
Descubra as diferenças entre aluguel por temporada e contrato tradicional, compare
Aluguel por temporada ou contrato tradicional: qual pode render mais?
Quem compra um imóvel para investir costuma enfrentar uma decisão importante: disponibilizá-lo para aluguel por temporada ou optar por um contrato tradicional?
O aluguel de curta duração pode gerar um valor maior por diária, principalmente em períodos de alta procura. Já o contrato tradicional oferece mais previsibilidade, menor rotatividade e uma administração geralmente mais simples.
Para descobrir qual modalidade realmente pode render mais, é necessário comparar a receita líquida, os custos envolvidos, a localização do imóvel e o tempo disponível para cuidar da operação.
Como funciona o aluguel por temporada?
A locação por temporada é destinada à residência temporária do inquilino, geralmente durante viagens, tratamentos de saúde, cursos, trabalho ou outros períodos determinados.
De acordo com a Lei do Inquilinato, essa modalidade pode ter duração máxima de 90 dias. O imóvel também pode ser oferecido mobiliado, com móveis, utensílios e equipamentos incluídos no contrato.
Na prática, muitos proprietários anunciam seus imóveis em plataformas digitais e recebem hóspedes por alguns dias ou semanas.
Entre as principais características estão:
- Cobrança por diária;
- Maior rotatividade de ocupantes;
- Necessidade de limpeza frequente;
- Gastos com móveis, enxoval e manutenção;
- Receita variável durante o ano;
- Possibilidade de ajustar o preço conforme a procura.
O que é o contrato tradicional de aluguel?
No contrato tradicional, o imóvel é alugado por um período mais longo. O morador utiliza o espaço como residência e paga mensalmente o valor definido em contrato.
Essa modalidade costuma proporcionar maior estabilidade ao proprietário, principalmente quando o imóvel permanece ocupado por um bom inquilino durante vários anos.
Suas principais características são:
- Receita mensal mais previsível;
- Menor frequência de entrada e saída de moradores;
- Menos gastos com limpeza e reposição de itens;
- Administração mais simples;
- Menor exposição a períodos sem ocupação;
- Contrato com direitos e responsabilidades bem definidos.
Qual modalidade pode gerar uma receita maior?
O aluguel por temporada pode apresentar uma receita bruta superior, pois o valor cobrado pelas diárias costuma ser proporcionalmente maior do que o aluguel mensal tradicional.
Entretanto, uma diária mais alta não significa necessariamente maior lucro.
Imagine um apartamento que possa ser alugado tradicionalmente por R$ 2.500 ao mês. Na temporada, o proprietário decide cobrar R$ 220 por diária. Com uma ocupação de 20 dias, a receita bruta seria de R$ 4.400.
Apesar da diferença, ainda seria necessário descontar:
- Taxa da plataforma;
- Limpeza entre as reservas;
- Energia elétrica;
- Água e internet;
- Condomínio;
- Produtos de higiene;
- Lavagem e substituição do enxoval;
- Manutenção de móveis e eletrodomésticos;
- Períodos em que o imóvel ficar vazio;
- Impostos incidentes sobre os rendimentos.
Depois dessas despesas, a diferença entre as duas modalidades pode diminuir consideravelmente.
O cálculo correto deve considerar a receita líquida anual, e não apenas o valor da diária ou de um mês com alta ocupação.
Quando o aluguel por temporada pode valer mais a pena?
O aluguel por temporada tende a funcionar melhor em imóveis localizados próximos a locais que atraem visitantes durante diferentes períodos do ano.
Em Goiânia, isso pode incluir imóveis próximos a:
- Hospitais e centros médicos;
- Centros de convenções;
- Universidades;
- Shopping centers;
- Polos empresariais;
- Espaços para eventos;
- Parques e áreas de lazer;
- Regiões com restaurantes e vida noturna;
- Vias com acesso facilitado ao aeroporto.
Apartamentos compactos, mobiliados e com estrutura adequada também podem ter maior procura entre profissionais, estudantes, pacientes e pessoas que visitam a cidade por poucos dias.
Porém, o resultado dependerá da taxa de ocupação, da concorrência existente e da qualidade da administração.
Quando o contrato tradicional pode ser mais vantajoso?
O contrato tradicional pode ser mais interessante para proprietários que buscam previsibilidade e não querem acompanhar reservas, mensagens, entradas, saídas e avaliações constantemente.
Essa modalidade também pode ser adequada quando:
- O imóvel está localizado em uma região predominantemente residencial;
- A procura por estadias curtas é baixa;
- O condomínio restringe locações de curta duração;
- O proprietário não deseja mobiliar o imóvel;
- Os custos operacionais da temporada são elevados;
- A prioridade é receber uma renda mensal mais estável.
Embora a receita bruta possa ser menor, a estabilidade e os custos reduzidos podem resultar em uma boa rentabilidade líquida.
A convenção do condomínio precisa ser consultada
Antes de anunciar um apartamento para estadias curtas, o proprietário deve verificar a convenção e o regimento interno do condomínio.
O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que condomínios residenciais podem estabelecer limitações para locações de curta duração quando essa atividade for incompatível com a destinação prevista na convenção. A análise depende das regras e das circunstâncias de cada condomínio. Superior Tribunal de Justiça
Por isso, comprar um imóvel pensando exclusivamente em aluguel por temporada sem verificar essas normas pode comprometer a estratégia de investimento.
Como comparar a rentabilidade corretamente?
A comparação deve ser feita com base no resultado líquido anual.
No aluguel por temporada, considere:
Receita com as diárias
– taxa da plataforma
– limpeza e lavanderia
– consumo de água, energia e internet
– condomínio e IPTU
– manutenção e reposição
– administração
– impostos
= rendimento líquido
No contrato tradicional, considere:
Receita mensal do aluguel
– períodos de vacância
– taxa de administração
– manutenção de responsabilidade do proprietário
– condomínio ou IPTU, quando pagos pelo proprietário
– impostos
= rendimento líquido
Também é importante calcular a rentabilidade anual:
Rentabilidade anual = rendimento líquido anual ÷ valor investido no imóvel × 100
Essa conta permite comparar imóveis e modalidades com valores diferentes.
Atenção à tributação
Os rendimentos recebidos com aluguel devem ser informados à Receita Federal. A forma de recolhimento pode variar conforme quem realiza o pagamento, o valor recebido e a situação do proprietário.
Quando o rendimento é recebido de pessoa física, pode existir a obrigação de apuração mensal pelo Carnê-Leão. Como as regras e faixas tributárias podem mudar, é recomendável consultar um contador antes de definir a modalidade de locação. Receita Federal
Afinal, qual pode render mais?
O aluguel por temporada pode oferecer uma receita maior quando o imóvel está bem localizado, possui demanda constante e é administrado com eficiência. Em contrapartida, exige mais trabalho, tem custos operacionais elevados e está sujeito a oscilações na ocupação.
O contrato tradicional tende a proporcionar renda mais previsível, menor rotatividade e uma gestão mais simples. Para muitos proprietários, essa estabilidade pode compensar uma receita mensal aparentemente menor.
A melhor escolha dependerá da localização, do perfil do imóvel, das regras do condomínio, dos custos e dos objetivos do proprietário.
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